FOTOPAPO
A conversa aqui é FOTOGRAFIA : compartilhamento de arte, informação, opinião, aprendizado e ensino.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Experiência
Resultado:
http://www.petapixel.com/2011/06/23/disposable-camera-captures-its-own-trip-across-the-united-states/
segunda-feira, 20 de junho de 2011
ZOMMING
Para fazer o zooming você vai precisar trabalhar com o obturador- com a velociodade mais baixa - e uma objetiva zoom. Quanto maior a objetiva, melhor o efeito. Você foca na imagem e move o anel da objetiva (in or out) no instante em que aperta o botão e libera o obturador.
EFEITOS DE VELOCIDADE
Como fazer?
Três formas básicas.
1) Objeto em movimento
A velocidade do obturador baixa, tripé e objeto em movimento.
O valor para essa velocidade varia; é impossível definir isso, pois cada caso é muito particular, mas existem algumas técnicas.
Graig Hadgson
2)Câmera em movimento
A captura acontece quando você baixa a velocidade (mas não muito, para que a imagem não fique confusa) e movimenta a câmera. A cena inteira ganha movimento.
3) O panning - que teve post especial, logo abaixo.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
O PANNING


Dicas:
- Firmeza - Base firme, mãos firmes e velocidade do obturador mais baixa... Não tanto a ponto de borrar toda a imagem ... Sim, exige experimentação ... :) A velocidade do obturador vai depender da velocidade do assunto, but, geralmente, você pode optar por 1/60 ou mais lenta. Agora, se o seu assunto estiver muito muito rápido, como, por exemplo, um carro de corrida, você pode tentar 1/20 de segundo, que geralmente funciona bem.
- Quanto mais rápido o assunto, mais prática exige, ok?
- Veja o objeto, acompanhe o movimento pelo visor, camera firme, base firme, e faça a imagem.
- Quanto mais rápido o obturador mais fácil para deixar o objeto nítido.
- Observe e mantenha o objeto enquadrado, isso garante mais nitidez.
- Você vai errar várias vezes: insista!
Site legal com pannings, do Dave:
http://shoottokyo.com/2010/11/21/panning/
QUASE-ENSAIO: TECNOLOGIA X EMPENHO
Você pode até ter pensado que eu faria esse quase-ensaio sobre o “momento exato”, que tanto Cartier Bresson, considerado por muitos o pai do Fotojornalismo, perseguiu e registrou.- mas não. Vou escrever sobre os males advindos da falta que um filme de 24 poses faz ... Da falta que faz sentir falta. Da impressão que ando experimentando que os fotógrafos estão muito menos exigentes. Porque você não precisa mais pensar que possui apenas um filme de 24 poses. Não há, praticamente, mais limitação no número de imagens a fazer de um momento.
“ _E isso é bom, certo?”
“_Sim, claro.”
E também não.
UMA REFLEXÃO SIMPLES SOBRE A AUSÊNCIA DE LIMITAÇÃO
Bem, voltando ao primeiro parágrafo: películas? 24 poses? Negativo? Coisa do passado para a maioria da população, mas que ainda é pode estar presente na vida de muitos fotógrafos ou não. Com a Fotografia Digital agora não são 24 possibilidades ou 36, são 300, 500, 1000, 5000 - múltiplos de mil - possíveis imagens, guardadas em um pequeno quadrado de tecnologia e plástico: um cartão de memória. Além disso, há o Photoshop, o Lighting Room e muitos outros programas de edição de imagem. Tecnologia a serviço do capital, do trabalho, e, também da Arte.
No entanto, ao longo de todos os anos que acompanho a Fotografia, e, todo o avanço que a digitalização trouxe, vi também que, se agregou a tecnologia, falta de empenho em captar a melhor combinação de técnica, prática e sorte. Aliou-se digitalização a certo descuido, a ausência de estudo e de tempo e que se manifesta no “_Deixa para depois...Na edição a gente arruma... Vamos fazer o que der para fazer hoje...”
Não sou saudosista. Absolutamente. Quem me conhece bem o sabe. Acho que a Fotografia Digital poupou tempo e dinheiro e é o suporte perfeito para um número imenso de trabalhos artísticos, no entanto, as facilidades não deveriam poupar cuidados, estudo e dedicação do profissional na busca do “momento exato”, a partir da singularização do olhar, da originalidade da captação e do aperfeiçoamento da sensibilidade e da técnica.
Os softwares são essenciais para, igualmente poupar dinheiro e fazer Arte, porém, o resultado do que é produzido por ele, em essência, sem polêmica barata, não é Fotografia (e aqui não há nenhum ranço conservador, Frankfurtiano, pejorativo ou provocativo... apenas não o é, e nem precisa ser. Ela é suporte (e isso é tema para outro escrito). E é claro que aqui não falo das “manipulações” de imagem mínimas e obrigatórias, mesmo porque, imagem digital pressupõe disso para existir.
Será que a tecnologia - como o controle remoto na TV, os vidros elétricos do carro, a internet, - alicia e, poupando tempo, a mercadoria mais cara da contemporaneidade, fez muitos dependentes físicos e adicionou ingredientes irresistíveis na bombástica receita de uma sociedade que tende a acomodação “natural”? Estaria a tecnologia também, já que qualquer um acha que é fotógrafo, a “desprofissionalizar” o mercado? Estandartizando a Arte Fotográfica? Estariam os fotógrafos se deixando levar pelas facilidades da digitalização, ficando preguiçosos e profissionalizando o “deixa para depois”? Na minha opinião, sim. Mesmo porque, cá para nós, de um ensaio profissional, com quinhentas, mil, duas mil imagens, dez ,pelo menos, tem que sair "perfeitas" para seguir, (claro!) para o editor de imagem, sendo o fotógrafo “um mamífero, bípede, com o telencefálo altamente desenvolvido, com o polegar opositor” - como tão bem esclareceu o filme “Ilha das Flores”, de Jorge Furtado - ou não.
Em Fotografia se morre sem ter visto, apreendido ou aprendido tudo, então, vamos dar espaço para o estudo e para o desafio de sermos criteriosos e dedicados e buscar o máximo, com o mínimo... Vamos reabilitar o virtual filme de 24 ou 36 poses e tentar sempre o melhor.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
CONVITE:
Então vou ser a primeira:
Essa foto foi produzida no Playcenter, em Sampa. Eu lembro de ter visto o carrossel e de quão onírico e belo (e cinematográfico - não sei porque me lembrou, imediatamente, de Strangers on a Train, do Hitchcock) era, com aquelas cores e luzes. Ao me aproximar, observei o movimento e o quanto de tempo ficava parado ...Até retomar o embalo... Logo percebi o reflexo no espelho. Regulei a câmera, abertura máxima, e ela me dizia: "_Velocidade mínima para as suas mãos, hein...". Eu estava sem tripé: 1/15. Me lembro... :)
Firmei o corpo e apertei o botão. "_Tomara que eu não tenha tremido..."
Quando revelei (essa foto é película), pingou o "O Retrato de Dorian Gray" na cabeça e estava batizada a imagem :)
Até hoje, a minha predileta. Tinha certeza que havia tremido...
PS: Eu posso postar em texto rsrsrsrsrs .



